Últimas em Cinema
Não Passa na TV: Truce (2010)
Crítica: J. Edgar
Crítica: Dois Coelhos
Crítica: O Espião que sabia demais
Não Passa na TV: Lieksa! (2007)
Notícias
“Segunda Mania” volta aos cinemas da rede UCI “Millenium — Os Homens que não amavam as mulheres” entra em cartaz nas salas 4K da rede UCI Oficina AMP na Lata, em Curitiba Confira os próximos lançamentos da Califórnia Filmes nos cinemas em 2012 “Don’t Think”, filme inédito do “The Chemical Brothers” na UCI Vale presente para o Natal na UCI Lançamento de ¨Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente¨, de Lourenço Mutarelli, dia 14/12, na Itiban, em CuritibaMais Notícias »












Crítica: Ilha do Medo
O ano é 1954, auge da Guerra Fria, onde novos e mais extremos tratamentos psiquiátricos, talvez influenciados pelos experimentos nazistas, são adotados. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio
) é um policial federal e veterano da 2ª Guerra Mundial, que em conjunto com Chuck Aule (Mark Ruffalo
), vai a Shutter Island investigar o desaparecimento de uma internada no manicômio judicial local. Esta é a trama principal de Ilha do Medo (Shutter Island, EUA, 2009), o novo filme de Martin Scorsese, um thriller psicológico misturado com estilos como policial e horror gótico.
O que inicialmente parecia ser apenas mais uma investigação, em um local macabro, transforma-se em uma imersão à loucura/sanidade humana. Não apenas questionando diferentes métodos de tratamento, e suas eficácias, o filme também incita a dúvida sobre o próprio conceito de loucura e, como tudo pode se transformar de acordo com o ponto de vista. Ele foi baseado no livro Ilha do Medo, de Dennis Lehane, lançado aqui no Brasil pela editora Cia das Letras.
Inicialmente, Ilha do Medo gerou a impressão de ser meio exagerado e bastante tendencioso, principalmente devido à trilha sonora impactante (que de tanto ser repetida, acaba-se acostumando). Quase da metade do filme para o final, o clima engata mais, ficando tudo mais natural, e a trama fica muito interessante. Mesmo abordando um tema já meio batido, consegue envolver bastante em toda a busca pela verdade na investigação de Teddy com o seu parceiro, trazendo apenas em breves momentos a sensação de estarmos acompanhando e analisando tudo de fora. Assim como, devido à ótima fotografia e edição, é possível facilmente imergir dentro do clima alucinógeno, e às vezes claustrofóbico, criado por Scorsese.
Ilha do Medo não é para quem está buscando ação e tiros, mas sim para quem quer imergir em uma trama cheia de ramificações inesperadas. Com um ótimo elenco, destacando a atuação de DiCaprio, esta é uma excelente oportunidade para (re)pensar na sua própria sanidade.
Outra críticas interessantes:
Trailer:
Leia também:
Crítica: Os inquilinos
Crítica: A Origem
Crítica: Instinto de Vingança
Crítica: Assalto ao Banco Central