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Crítica: Gilda

Gilda

Após a Grande Depressão nos E.U.A. muitos filmes policiais, repletos de intrigas e suspense, foram feitos. Inspirados nos filmes de terror dos anos 30 e no Expressionismo Alemão, eles se tornaram um imenso sucesso de crítica e público. Esses foram os chamados filmes Noir. E Gilda (Gilda, EUA , 1946), de Charles Vidor foi um dos filmes de maior destaque nessa época.

Estrelando Rita Hayworth, como a sedutora protagonista, temos uma das primeira películas a explorar a sensualidade feminina sem cair na vulgaridade. Johnny Farrell (Glenn Ford) é um vigarista e em um jogo de cartas se envolve em problemas. Sua vida é salva por Ballin Mundson (George Macready), dono de um famoso clube noturno na cidade de Buenos Aires. A amizade deles é abalada quando Mundson retorna de uma viagem com a nova esposa Gilda, que havia sido namorada de Farrell no passado.

A Segunda Guerra Mundial teve seu fim em 1945, esse fato influenciou diretamente no filme. Finalmente, o mundo respirava um pouco de paz após tantos anos de caos, os bon vivants começaram a dar as caras e os cassinos se tornaram um refúgio. A mulher começa a conquistar alguns de seus direitos e sua voz ecoa no cinema. Ela deixa de ser vista como um ser passivo e se torna centro de atenções e discussões.

O diretor Charles Vidor conseguiu mesclar com maestria todo o clima de suspense com a sensualidade de Gilda. Rita Hayworth se tornou mundialmente famosa por causa de sua personagem, que foi considerada uma das primeiras femme fatales do cinema. Uma cena memorável é a que ela canta Put the blame on Mame no cassino, ao retirar as luvas enquanto dança. A canção foi criada justamente para o filme e até hoje é listada como um dos momentos mais sensuais do cinema.

Gilda é um clássico porque conseguiu reunir todas as características do bom cinema: sensualidade sem vulgaridade, intrigas e um bom suspense. Comparado com o cinema atual, ele pode ser considerado um filme inocente. O simples ato de tirar as luvas era considerado obsceno, o que dizer das tentativas cinematográficas de hoje, que mostram atrizes nuas sem motivo aparente, que exploram a sensualidade da mulher de forma vulgar? São questões como essas que tornam Gilda um filme eterno, um verdadeiro clássico do cinema.

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