Crítica: O Aprendiz de Feiticeiro

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O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer’s Apprentice, EUA, 2010), de Jon Turteltaub, é provavelmente uma tentativa da Disney de se inserir no filão dos pequenos grandes magos (só falta agora os vampiros adolescentes), para conseguir atrair um público ainda maior e continuar mantendo sua presença forte no mercado.

Dave Stutler (Jay Baruchel) é um rapaz introvertido e solitário que adora estudar e fazer experimentos com física, especialmente no campo da eletricidade. O seu maior sonho é ser um cara normal e encontrar a garota certa. Quando encontra Balthazar Blake (Nicolas Cage), um feiticeiro que quer torná-lo seu aprendiz afim de ajudá-lo na lutar contra Maxim Horvarth (Alfred Molina) para depois destruir Morgana, dois feiticeiros poderosos, ele terá que decidir se realmente quer ser apenas mais um jovem comum.

A Disney conseguiu se diferenciar, com O Aprendiz de Feiticeiro, de outros filmes do gênero, pois faz uma junção bem interessante do mundo racional com o mágico. Ambos existem e cada um é reforçado graças ao outro. Esta é uma forma bem interessante de continuar com a missão principal da empresa, trazer a magia para o mundo das pessoas, mas se adaptando aos tempos modernos.

Apesar disso, a equipe responsável pelo roteiro não se esforçou muito na elaboração da história. O enredo é cheio de furos e todo atropelado, faltando motivações e embasamentos para vários acontecimentos. Isso sem mencionar a péssima tomada introdutória do longa. Parece que não houve muita preocupação em manter a atenção do público. O Aprendiz de Feiticeiro é aquele típico filme para passar na televisão, enquanto você está estudando, limpando a casa, conversando ao telefone e mesmo assim conseguir acompanhar sem nenhum problema tudo que está acontecendo.

Os efeitos visuais em O Aprendiz de Feiticeiro ficaram muito bons, mas eles perderam de certa forma o destaque devido aos movimentos exagerados, para não falar cômicos algumas vezes, realizados na ativação/lançamento das magias pelos personagens. O que lembrou um pouco as movimentações do desenho animado Dragon Ball, só que mais extravagantes ainda.

Com vários elementos cool, como perseguições de carros ultra modernos, trilha sonora super pop e um visual exuberante, O Aprendiz de Feiticeiro tenta conquistar assim um público os adolescentes, mas também não deixando o público infantil de lado, com seu terror light (com uma tomada que lembrou bastante Piratas no Caribe) e cenas de romances bonitinhas.

Para acrescentar um toque ainda mais Disney em  O Aprendiz de Feiticeiro é recriada a célebre uma cena, em homenagem à animação Fantasia, onde as vassouras e outros objetos começam a limpar um lugar, controladas pelo seu mestre ainda iniciante. Mas diferente do original, este careceu literalmente de magia. Os objetos simplesmente não tinham tanto encanto e ritmo, defeito muito comum em muitas reproduções computadorizadas, se tornando apenas mais algo interessante do longa.

O Aprendiz de Feiticeiro funciona bem como entretenimento sem muitas pretensões e expectativas. É um bom filme para a família, onde as crianças devem curti-lo mais que os adultos e os adolescentes se divertirão enquanto fazem outras coisas paralelamente.

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Trailer:


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Comentários

  1. avatar Adones Rocha disse:

    Concordo plenamente. O ator principal (Jay Baruchel) é exagerado e iniciante. Nicholas está meio estranho, consigiu se sair bem como ator, mas que estava esquisito, tava. Realmente a tomado introdutória foi muito “tchan!”, exagerada e chata.

Spirallab