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Crítica: The Runaways

Ano passado surgiram alguns rumores a respeito o filme sobre The Runaways (The Runaways, EUA, 2010) uma banda que era formada apenas por mulheres que foi um enorme sucesso nos anos 70. A banda teve uma rápida passagem pela indústria da música, mas deixou sua marca. Fizeram shows no Japão com pouco tempo de existência, além de terem aparecido em diversas capas de revistas. Cada uma das integrantes continuou a carreira em meio a música, mas talvez a mais bem sucedida tenha sido Joan Jett, que até hoje faz milhares de shows e lança ótimos discos.

Alguns meses depois foram divulgadas fotos do set e a notícia se espalhou: The Runaways realmente estava sendo rodado. A direção ficou a cargo de Floria Sigismondi. Nascida na Itália e radicada no Canadá, a artista é bastante conhecida por ter dirigido videoclipes de Marilyn Manson, Incubus, Christina Aguilera, David Bowie, The White Stripes e outros. Assim como seus clipes, seu trabalho fotográfico mostra um lado mórbido da arte, com idéias pouco convencionais. Quem estava familiarizado com sua obra, esperava algo do tipo para o filme. Mas isso não aconteceu. Teria passado o trabalho de Floria por uma censura?

The Runaways se inicia mostrando um pouco de Joan e Cherie antes das Runaways, como eram suas vidas, como se encontraram e o primeiro ensaio delas. O começo empolga, mas depois de algum tempo cai na “mesmisse”. O foco está todo em Joan e Cherie, deixando Sandy e Lita de lado. Outro ponto negativo é que a baixista Jackie não aparece, em seu lugar está Robin, uma personagem fictícia. Para quem conhece a história da banda, é decepcionante.

As protagonistas são Dakota Fanning como Cherie Currie e Kirsten Stewart como Joan Jett. Muito se falou da atuação de Kirsten, que ela poderia estragar o filme, mas não foi isso que aconteceu. Há quem torça o nariz para ela por causa de sua atuação na saga “Crepúsculo” mas Kirsten realmente atuou bem em The Runaways. O mesmo não aconteceu com Dakota Fanning. Filmes como Uma lição de amor e O amigo oculto fizeram de Dakota a nova promessa para o cinema contemporâneo e todos esperavam uma atuação brilhante na pele de Cherie Currie, mas ela não convenceu. Sua personagem pareceu forçada, sem brilho e ofuscada por Kirsten.

A trilha sonora do The Runaways é o ponto alto do filme com: Bowie, The Stooges e as próprias Runaways. Em determinada cena, temos Dakota Fanning interpretando “Cherry Bomb”, o maior sucesso da banda. A fotografia também é muito interessante, com jogos de luzes acompanhados de ótimas músicas deixam o filme muito belo e impactante. Antes dos créditos aparecem pequenos textos contando o que Joan, Cherie e o produtor da banda, Fowley fazem nos dias de hoje, mas não citaram o falecimento de Sandy West, o que pode ser desrespeitoso aos olhos de alguns fãs.

The Runaways deve agradar a muitos, mas decepcionará os fãs da banda. Ele não é um filme ruim, apenas superficial e irregular demais. Apesar de algumas cenas serem ótimas e divertidas, são desnecessárias. Em tempos de filmes como I Walk the Line, sobre Johnny Cash e Control, sobre o Ian Curtis do Joy Division, esperava-se um pouco mais dessa videobiografia. Vamos ver o que Floria Sigismondi nos trará em suas novas experiências com o cinema.


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Comentários

  1. avatar Átila disse:

    Bom, eu esperava MUITO MAIS

Spirallab