Últimas em Curta da Semana
A Recompensa (The Reward)
Le Taxidermiste
Vinil Verde
The Passenger
Bluebird
Zero
El Vendedor de humo
Le Miroir
Le Royaume
The Maker
Notícias
Peça “Branca de Neve em: Libelo Contra Vênus” em Curitiba Rede UCI transmite Grande Final da UEFA Champions League ao vivo e em 3D Promoção “Mês das Mães de Cinema no Facebook” da UCI oferece para o ganhador cinema até o final do ano Festival Varilux de Cinema Francês na UCI Combo para os fãs de “Homem de Ferro 3” na Rede UCI Grand finale da temporada do MET com “Giulio Cesare” na UCI Concurso cultural da UCI leva fãs de “Oblivion” para a SuéciaMais Notícias »














Harvey
A busca pela metade, pela completude. As utopias em torno do conceito contemporâneo do Amor são muitas. A solidão não cabe ao ser humano e ele insistentemente faz de tudo para que o outro lado corresponda a todo custo, como se houvesse uma obrigação, egoísta, na reciprocidade dos sentimentos. E é desse auto-engano sobre a existência de uma metade que o curta Harvey (2001) de Peter Mcdonald trata, de uma forma especialmente realista-fantástica.
Harvey é um homem incompleto, em todos os sentidos. Sozinho e pela metade ele observa a sua estranha vizinha pela porta, se apresentando como um voyeur apaixonado de olhar obcecado. Em busca de suprir e alimentar o seu ego partido ao meio, Harvey vai até ela e a obriga ser a sua metade. Mesmo a costurando ao seu corpo, Harvey não consegue obrigá-la a amá-lo na sua mesma profundidade. Ao contrário, a faz ter mais medo ainda daquela obsessão e fugindo ela o deixa numa solidão mais profunda ainda.
Peter Mcdonald poderia ter tornado Harvey em apenas um projeto ambicioso de ficção beirando ao estranhamento e ao terror. Mas, fez o curta funcionar pelas técnicas usadas que vão desde o chroma key até o 3D, em apenas nove minutos sintetiza em metáforas a significação de amores platônicos e os limites da possessão. Harvey representa uma infinidade de pessoas que vivem a incompletude da solidão e a obsessão pelo sentido utópico de amor eterno e obrigatório. Um curta antes de tudo, e paradoxalmente, sensível a ponto de doer os olhos.
Faça parte do interrogAção.
Leia também:
Estou Aqui
O Sanduíche
A Dama e a Morte
Cafeka