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Crítica: Deus Salve Ozzy Osbourne

Com o curioso título de Deus Salve Ozzy Osbourne (God Bless Ozzy Osbourne, Argentina / Austrália / Canadá / Chile / Nova Zelândia / Reino Unido / EUA, 2011) foi lançado o primeiro documentário, dirigido por Mike Fleiss e Mike Piscitelli, sobre o músico John Michael Osbourne, mais conhecido como Ozzy Osbourne, ex-vocalista da banda Black Sabbath que depois de ter sido expulso da banda seguiu carreira solo.

Durante o documentário acompanhamos a história de Ozzy, desde seu nascimento aos dias atuais, com depoimentos dos membros da sua própria família e de vários outros músicos como Tommy Lee, Paul McCartney, Billy Morrison e Henry Rollins. Além dos depoimentos, há um material de arquivo muito rico — com alguns trechos inéditos — e também filmagens backstage feita pela equipe do longa que acompanhou Ozzy durante vários shows, onde vemos, por exemplo, Ozzy fazendo exercícios de voz com um DVD feito especialmente para isso, que é algo bem diferente do que estamos acostumados a ver.

Foi interessante notar que Deus Salve Ozzy Osbourne aborda os acontecimento da vida de Ozzy de uma maneira bem branda, possuindo como parte mais crítica — se é que dá para chamar assim — quando seus filhos, de ambos os casamentos, são questionados se ele tinha sido um bom pai, respondem que não — as vezes com uma trilha sonora levemente dramática — pois estava quase sempre bêbado ou drogado. Além disso há também uma análise psicológica de seu comportamento brincalhão e descontrolado feito pela sua própria esposa, Sharon, que não deixa também de ser bem suspeito. Tirando essas duas partes tudo são flores, mesmo suas piores fases são retratadas de maneira a não parecerem tão ruins. Uma questão que fiquei curioso de saber foi em relação a criação do reality show The Osbournes, que segundo o longa foi feito na fase mais crítica de Ozzy. Questões do tipo teriam sido um ótimo material para o documentário.

No final de Deus Salve Ozzy Osbourne ainda há um clima de redenção em relação a Ozzy, que já não usa mais álcool e drogas e está tentando conquistar cada vez mais sua independência em relação às outras pessoas. E para terminar a santificação com auréola de ouro — não tinha como não fazer um trocadilho — é exibido ele rezando escondido antes de entrar no palco. Bem, não deve ser mera coincidência que o documentário foi produzido pelo seu filho Jack Osbourne

Deixando de lado toda essa parte, Deus Salve Ozzy Osbourne, de uma maneira geral é um documentário bem montado, possuindo uma trilha sonora bem dosada e trazendo materiais de arquivo muito interessantes. É um prato cheio tanto os fãs quanto para os que querem conhecer mais sobre a carreira e vida de Ozzy.

Para quem gosta de documentários de heavy metal, recomendo bastante Metal: Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal (Metal: A Headbanger’s Journey, Canadá, 2005) e a sua sequência Global Metal (Canadá, 2008), dirigido pelo antropólogo Sam Dunn, que é fã de carteirinha do estilo musical, o que torna a sua abordagem muito mais interessante e apaixonada.

Trailer:

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